Franciade
Durante sete anos Saint-Denis, hoje famosa pela intervenção policial em busca de terroristas, mas históricamente conhecida como cemitério de reis, uma vez que praticamente todos os reis franceses estão aí enterrados, chamou-se Franciade. Foi logo a seguir à Revolução, no auge do movimento anticlerical.
A importância de Saint-Denis/Franciade advém da preferência que os reis franceses mostraram por ela, na sequência de aí ter sido enterrado o primeiro bispo de Paris, Denis, depois considerado mártir da Igreja Católica. Mas tudo isto podem ler na wikipedia ou em qualquer enciclopédia tradicional.
O que é curioso é que o penúltimo capítulo da saga Assassin's Creed, o Unity, passado em plena revolução francesa, oferece um DLC intitulado Dead Kings, que é justamente passado em Saint-Denis/Franciade.
Uma vez que a preocupação da Ubisoft com a reprodução o mais fiel possível de edifícios históricos é reconhecida, este DLC permite passear por Franciade num ambiente de grande credulidade histórica (o vídeo está em inglês, mas eu tenho jogado todo o Unity e este DLC em francês, o que ainda acresce à imersão histórica).
Há qualquer coisa de simultaneamente perturbador e frustrante em ver que, mesmo com toda a ficção associada, Saint-Denis/Franciade (como a França, como a Europa...) têm ciclicamente que enfrentar a violência.
