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11
Jan20

Assassin's Creed Odyssey - o melhor jogo de sempre?

Domingos Farinho

O que nos permite classificar um jogo?

Critérios não muito diferentes daqueles que nos permitem classificar um livro ou um filme. Há o que podemos designar por qualidade técnica (e nos jogos isso é bastante importante e faz muita diferença). Há o que podemos designar por qualidade na coerência da mecânica, ou seja, um jogo que quer ser um RPG tem dimensões narrativas e de escolha de caminhos à altura da sua aposta; enquanto um FPS tem mapas variados, gama abrangente de armas e perks interessantes; já um simulador de futebol tem realismo nos movimentos, abertura para os jogadores criarem o seu estilo de jogo e de movimentos dos futebolistas e ainda permite variedade na condução das equipas. E depois há a ligação estética, racional, emocional, que estabelecemos com o objeto e que, naturalmente, transcende a sua dimensão técnica, mesmo se esta afeta decisivamente o modo e a amplitude com que nos podemos relacionar com um jogo. 

Serve este intróito para falar-vos do Assassin's Creed Odyssey, da Ubisoft.

AC Odyssey não é, pelo critério da qualidade técnica, o melhor jogo de sempre. Só no mesmo ano teve a concorrência de Red Dead Redemption 2, que apresenta gráficos e som igualmente bons mas com menos falhas de transição e de animação. Porém, deve dizer-se que achei a fluidez de movimentos de Kassandra (a personagem principal de AC Odyssey, tendo como alternativa o seu irmão Alexios) melhor do que a mobilidade de Arthur Morgan (o protagonista de RDR2). Ou seja, mesmo quanto ao critério da qualidade técnica, AC Odyssey está lá em cima com os melhores como RDR2 ou o último God of War.

AC Odyssey é um RPG, embora com tónicas de jogo de ação, e é como tal que o acabamos a julgar. A primeira coisa a dizer é que o jogo é muito semelhante ao seu predecessor, Origins, e que, como tal, quem o tenha jogado não deixará de sofrer o efeito de contágio, para o bem ou para o mal. No meu caso, para o bem, uma vez que considero que a saga AC melhorou com a transição do Syndicate para o Origins. Aliás, acho que é inequívoco que AC Odyssey é o melhor Assassin's Creed de sempre em termos globais, talvez só comparando com Assassin's Creed IV Blackflag no que diz respeito à mecânica de jogo e provavelmente só perdendo para a trilogia Ezio no que diz respeito à história. 

Recordemos que a matriz da história que ainda hoje suporta o universo Assassin's Creed nos jogos começou com a trilogia Ezio ao introduzir os Isu, o povo "que veio primeiro". Todos os Assassin's Creed desde então, em menor ou maior intensidade, contaram com a continuação desta matriz e desenvolveram-na. Este é um aspecto fundamental para poder avaliar o jogo, uma vez que a ligação à história é um dos aspectos mais importantes para apreciarmos um jogo, como por exemplo The Last of Us demonstra. Este jogo da Naughty Dog, recentemente considerado o melhor da década, deve muito desta classificação ao facto de a história (entre pai e filha) ter sido muito bem recebida pelos jogadores.

Devo dizer que não achei a introdução dos Isu, na trilogia Ezio uma opção espectacular e nos jogos seguintes continuei a achar o mesmo. Na verdade, foi preciso AC Odyssey para começar a achar que talvez a Ubisoft ainda consiga alguma coisa de jeito com esta terceira dimensão narrativa (por cima de cada um dos tempos históricos escolhidos e da luta Assassinos x Templários). Além disso, como qualquer geek da Grécia antiga e da sua mitologia, a opção Odyssey está magnífica e a possibilidade de lutar com a Medusa, o Minotauro ou os Ciclopes é um sonho tornado realidade. Já para não falar de conhecer Heródoto, Péricles ou Demócrito. E, Alcibíades, claro.

A história de AC Odyssey confirma uma nova direção no universo AC, iniciada com Origins, em que a Ubisoft está preocupada com as origens dos Assassinos, mais de um milénio antes da sua formação. Com AC Odyssey ficamos a conhecer um pouco mais sobre a origem dos "Ocultos", antecessores dos Assassinos, através da relação entre Kassandra e Aya, de Origins. Além disso, num dos DLC, ficamos também a saber da origem da lâmina oculta dos assassinos e no outro, aprendemos um pouco mais sobre a própria história dos Isu e da sua relação quer com toda a linhagem de Ocultos e Assassinos, quer com a sua atividade no presente.

No que toca à história e à mecânica a desenvolver para avançarmos nela AC Odyssey é praticamente irrepreensível. A única nota de crítica é alguma repetição no que diz respeito ao tipo de locais a visitar e o tipo de ações a a desenvolver em cada um desses locais. Aqui o AC Odyssey é vítima da dimensão brutal do mapa, que multiplica por várias dezenas os fortes, acampamentos, grutas e esconderijos que temos de visitar e em que temos de fazer sempre mais ou menos o mesmo. Mas é difícil não querer ver Kassandra a desancar mais um vez um bando de cultistas, seguidores de Ares ou soldados atenienses e espartanos. Sobretudo quando podemos ir mudando de equipamentos e armas.

No que toca à dificuldade, não consigo imaginar como é possível jogar a AC Odyssey sem ser no nível mais difícil - o pesadelo: além de ser o único modo em que os inimigos são automaticamente equiparados ao nosso nível se a nossa personagem ultrapassar o nível com que começam o jogo, o nível pesadelo é o único que realmente constitui um desafio quando lutamos com inimigos mais duros como criaturas míticas.

Em AC Odyssey há muita coisa que reencontramos: Podemos escolher jogar com um irmão ou uma irmã o que de certo modo já tinhamos encontrado no Syndicate, a diferença em Odyssey é que fazemos a escolha no início e não mais podemos mudar. Isto dito a história foi claramente pensada para ser jogada na pele de Kassandra mais do que Alexios. No meu caso, sem o saber, foi essa a minha opção, e agora que acabei o jogo (e depois de uma ligeira pausa) vou voltar a jogá-lo como Alexios no modo Game + em que mantemos o nosso nível e todos os nossos equipamentos quando começamos um jogo novo. Podemos também navegar para todos o lado num mapa imenso e o sistema de combate, embora melhorado, continua a assentar na combinação de defesa e movimentação, com ataques especiais.

AC Odyssey decorre em plena Guerra do Peloponeso e embora a história nos permita entrar na conflito entre espartanos e atenienses, cedo percebemos que a Guerra é mais um macguffin do que uma dimensão a explorar a sério. Na verdade a nossa intervenção na guerra não tem o condão de mudar nada exceto o controlo de uma das nações sobre as regiões. Por isso a Guerra do Peloponeso tem mais a função de mostrar que, independentemente de apoiarmos ou confrontarmos atenienses ou espartanos, todos eles estão corrompidos pelo temível Culto do Cosmos, que teremos de erradicar para reconstruir a nossa família. 

Como história autónoma, AC Odyssey já seria muito interessante (se jogado com Kassandra) mas a ligação à "Ordem dos Antigos", via Culto do Cosmos, e aos "Ocultos" , que havíamos encontrado em Origins torna a história muito mais interessante para quem já vem acompanhando a saga AC. Além disso a riqueza histórica, quer narrativa quer gráfica é impressionante. Não só as cidades clássicas, sobretudo Atenas, estão maravilhosamente representadas, como temos oportunidade de interagir ao longo de todo o jogo com as principais figuras históricas da Guerra do Peloponeso, desde Demóstenes e Lisandro, passando por Hipócrates, Platão e Aspásia, até Eurípides, Aristófanes e Arquimedes, apenas para indicar alguns.

Como já referi, o tamanho do mundo em AC Odyssey é impressionante e mesmo com as viagens rápidas entre pontos sincronizáveis há muito para cavalgar e navegar. Aliás, as aventuras marítimas desempenham um papel fundamental no jogo e o Adrasteia (o seu navio) é a única casa de Kassandra durante o jogo. É certo que a Tessália, com Larissa e o Monto Olimpo, foi suprimida do jogo, passando-se de Malis para a Macedónia como que por magia. Bizarro.

Mas o aspecto mais envolvente do jogo é de facto a própria Kassandra, que é agregadora de tudo o que há de bom no jogo e faz suavizar aspectos negativos. Por causa dela damos por nós a comparar armaduras para termos as melhores versões de Kassandra em combatente, caçadora e assassina, já para não falar da busca pela armadura mais equilibrada entre as três áreas de armadura possíveis. Também a melhoria do Adrasteia é algo que queremos para Kassandra, para que ela possa conseguir mais materiais e com isso melhorar mais facilmente os seus equipamentos, bem como adquirir novos. Além disso estamos sempre a tentar melhorar o modo como podemos limpar um forte ou um esconderijo sem que saibam que lá estivemos. Devo dizer que é esse o aspecto de AC Odyssey de que mais gostei: há medida que vamos melhorando Kassandra, quer em nível, quer em equipamentos, ela vai conseguindo ser mais assassina e menos mercenária de combate corpo a corpo, mesmo que, se quiseremos, AC Odyssey possa ser um jogo de combate com poucas ou nenhumas tonalidades de assassinato. Aliás, acho que este aspecto deve ser melhorando, dificultando o jogo para aqueles que o queiram fazer com pouca furtividade. Mas para aqueles que queiram tornar Kassandra numa assassina o jogo abre bem essa possibilidade e a partir de dado momento podemos completar locais sem que nenhum dos inimigos se aperceba que lá estivemos. Pelo menos até ser tarde demais.

Talvez nos próximos jogos se possam contudo fazer algumas melhorias. Os Isu, sobretudo no DLC Destino da Atlântida são agora um claro exemplo de uma civilização que inventou a humanidade, como os "engenheiros" do universo Alien de Ridley Scott, mas sem a parte alienígena, uma vez que os Isu, tanto quanto se sabe, surgiram no planeta Terra. Esta história, sobretudo com a profundidade que já assumiu na saga, está a ganhar um enorme peso face à ideia de combate entre Assassinos e Templários que estruturou e ainda estrutura toda a série. Sinto falta dessa luta que agora começa a parecer ficar para segundo plano e confundida entre cada vez mais grupos antecessores. Talvez por isso tenha gostado tanto do DLC Lenda da Primeira Lâmina, que estabelece uma ligação com a Pérsia, que existe desde o primeiro AC, com a lâmina oculta e mesmo com os próprios assassinos, se bem que através da evocação da Ordem dos Antigos, de que já tínhamos ouvido falar em Origins. Ou seja, a história está a ficar não complexa demais, mas com níveis demais, sem que se encontre um elemento agregador que me parece estar a ser necessário com urgência. Depois talvez não seja mau reduzir a repetição de lugares e a mecânica para a sua realização a 100%. Tem de haver forma de manter um mundo aberto de grandes dimensões sem que isso seja sinónimo de repetições potencialmente entediantes. Ou seja, pode haver mais dificuldade, como no Dark Souls, menos repetição sem perder qualidade gráfica e mecânica de jogo, como no RDR2 e até melhorias na coerência e complexidade da história como no Witcher 3, por exemplo.

De resto, venha o próximo AC, de preferência com outra protagonista feminina tão cativante como Kassandra e com uma história tão rica e diversa como Odyssey. Foi fácil sentirmo-nos não apenas fisicamente na Grécia da Guerra do Peloponeso mas entre os seus agentes mais destacados, contribuindo para o desenvolvimento dos acontecimentos. Vai ser duro encontrar um outro momento histórico desta magnitude, com locais com esta beleza e importância histórica. Espero que a Ubisoft escolha bem pois, para mais, será a estreia na nova geração de consolas. O que quer que aí venha, será bom termos sempre Kassandra.

Assassin's Creed Odyssey - o melhor jogo de sempre? Não. Mas o melhor Assassin's Creed até agora, sem dúvida. 

 

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Trabalhos publicados

- A Suspensão de Eficácia dos Actos Administrativos em Acção Popular


(in Revista da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Vol. XLII - N.º 2, 2001, Coimbra Editora);


- Em Terra de Ninguém - Da interrupção e suspensão de obras em terrenos expropriados - Ac. do STA de 24.10.2001, P.º 41624


(in Cadernos de Justiça Administrativa, n.º 49, Janeiro/Fevereiro, 2005, CEJUR - Centros de Estudos Jurídicos do Minho);


- As Regras do Recrutamento Parlamentar Partidário em Portugal


(in Revista da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Vol. XLVI - N.º 1, 2005, Coimbra Editora);


- Intimidade da Vida Privada e Media no Ciberespaço, Coimbra, Almedina, 2006


- Para além do Bem e do Mal: as Fundações Público-Privadas


(in Estudos em Homenagem ao Professor Marcello Caetano, no Centenário do seu nascimento, Vol. I,Coimbra Editora, 2006);


- Todos têm direito à liberdade de imprensa? - a propósito do caso Apple v. Doe no Tribunal de Apelo do Estado da Califórnia


(in Jurisprudência Constitucional, n.º 12, Outubro-Dezembro, 2006, Coimbra Editora);


- O Direito Fundamental de Fundação - Portugal entre a Alemanha e a Espanha


(in Estudos em Homenagem ao Prof. Doutor Sérvulo Correia, Vol. I, Coimbra Editora, 2010);


- Alguns problemas de governo fundacional de uma perspectiva normativa-orgânica


(in O Governo das Organizações - A vocação universal do corporate governance, Coimbra, Almedina, 2011);


- As fundações como entidades adjudicantes


(in Revista dos Contratos Públicos, n.º 4, 2012);


- Brevíssimo balanço do regime jurídico das pessoas colectiva de utilidade pública: uma perspectiva fundacional


(in Estudos de Homenagem ao Prof. Doutor Jorge Miranda, Volume IV - Direito Administrativo e Justiça Administrativa, Coimbra, Coimbra Editora, 2012);


- Empresa e fundações: uma união mais forte?


(in Revista de Direito das Sociedades, Ano IV (2012), n.º 1, Coimbra, Almedina)


- Governo das Universidades Públicas (brevíssimo ensaio introdutório jurídico-normativo)


(in O Governo da Administração Pública, Coimbra, Almedina, 2013);


Breve comentário ao âmbito de aplicação do Código do Procedimento Administrativo, na versão resultante da proposta de revisão


(in Direito&Política / Law&Politics, n.º 4, Julho-Outubro, 2013, Loures, Diário de Bordo)


A propósito do recente Decreto-Lei n.º 138/2013, de 9 de Outubro: a escolha dos parceiros do Estado para prestações do Estado Social - em particular o caso das IPSS na área da saúde


(in e-pública - Revista Electrónica de Direito Público, n.º 1, Janeiro 2014);


O alargamento da jurisdição dos tribunais arbitrais

(in Gomes, Carla Amado; Neves, Ana Fernanda; e Serrão, Tiago, O anteprojecto da revisão do Código de Processo nos Tribunais Administrativos e do Estatuto dos Tribunais Administrativos e Fiscais em debate, Lisboa, AAFDL, 2014, p. 421 a 429)


- Fundações e Interesse Público , Coimbra, Almedina, 2014


O âmbito de aplicação do novo Código do Procedimento Administrativo: regressar a Ítaca

(in Gomes, Carla Amado; Neves, Ana Fernanda; e Serrão, Tiago, Comentários ao Novo Código do Procedimento Administrativo, Lisboa, AAFDL, 2015, p. 121 a 150)


Seleção de administradores designados pelo Estado em fundações privadas com participação pública

(in Vários, A designação de administradores, Lisboa, Almedina, 2015, p. 345 a 365)


Interesse público e poder judicial

in Repolês, Maria Fernanda Salcedo e, Dias, Mariz Tereza Fonseca (org.), O Direito entre a Esfera Pública e a Autonomia Privada, Volume 2, Belo Horizonte, Editora Fórum, 2015;


As vantagens da arbitragem no contexto dos meios de resolução de conflitos administrativos

in Gomes, Carla Amado / Farinho, Domingos Soares/ Pedro, Ricardo (coord.) Arbitragem e Direito Público, Lisboa, AAFDL Editora, 2015, p. 485 a 502


A sociedade comercial como empresa social - breve ensaio prospetivo a partir do direito positivo português

in Revista de Direito das Sociedades, Ano VII (2015), n.º 2, Coimbra, Almedina, p. 247-270;


Global (normative) public interest and legitimacy: A comment on Gabriel Bibeau-Picard

in e-publica Revista Eletrónica de Direito Público, n.º 6, dezembro 2015


(Un)Safe Harbour: Comentário à decisão do TJUE C-362/14 e suas consequências legais

in Forum de Proteção de Dados, n.º 02, Janeiro 2016, p. 108-124


Empresa Social, Investimento Social e Responsabilidade pelo Impacto

in Impulso Positivo, n.º 31, janeiro/fevereiro 2016, pp. 42-43


A arbitragem e a mediação nos títulos de impacto social: antecipar o futuro

in Arbitragem Administrativa, n.º 2, 2016, CAAD


Regras especiais de contratação pública: os serviços sociais e outros serviços específicos

in Maria João Estorninho e Ana Gouveia Martins (coord.), Atas da Conferência - A Revisão do Código dos Contratos Públicos, Lisboa, Instituto de Ciências Jurídico-Políticas da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, pp. 81-98.


O tratamento de dados pessoais na prossecução do interessse público e o Regulamento Geral de Proteção de Dados: uma primeira abordagem

in Martins, Ana Gouveia et al. (ed.), “IX Encontro de Professores de Direito Público”, Lisboa, Universidade Católica Editora, 2017, pp. 67-76


As políticas públicas de resolução alternativa de litígios: da alternatividade rumo à seleção apropriada

in Rodrigues, Maria de Lurdes et al. (ed.), “40 anos de políticas de justiça em Portugal”, Coimbra, Almedina, 2017, pp. 331-368


Contratação Pública e Inovação: uma reflexão lusófona de uma perspetiva portuguesa

in Fonseca, Isabel Celeste (ed.), Atas da II Conferência Internacional sobre Compras Públicas, Braga, Universidade do Minho, 2017


Serviços sociais e outros serviços específicos: o Leopardo e o Ornitorrinco entre os três setores de atividade económica

in Gomes, Carla Amado; Serrão, Tiago; e Caldeira, Marco, "Comentários à Revisão do Código dos Contratos Públicos", Lisboa, AAFDL, 2017.


A responsabilidade do primeiro-ministro perante o presidente da República e a condição material do artigo 195.º/2 da Constituição da República Portuguesa: entre a exceção e a inconfessada política

in Pinto, António Costa; e Rapaz, Paulo José Canelas (ed.), Presidentes e (Semi)Presidencialismo nas Democracias Contemporâneas, Lisboa, Imprensa de Ciências Sociais, 2018.


Governar melhor os serviços públicos: em defesa dos "departamentos transversais"

in Constituição e Governança - V Seminário Luso-Brasileiro de Direito, Mendes, Gilmar Ferreira; Morais, Carlos Blanco de; e Campos, César Cunha, Brasília, FGV Projetos, 2018.


Os Centros de competências e estruturas partilhadas na Administração Pública portuguesa: uma primeira reflexão


in Gomes, Carla Amada; Neves, Ana Fernanda; e Serrão, Tiago (coord.), Organização Administrativa: Novos actores, novos modelos, Volume I, Lisboa, AAFDL, 2018, p. 693-712.


As fundações públicas em Portugal


in Gomes, Carla Amada; Neves, Ana Fernanda; e Serrão, Tiago (coord.), Organização Administrativa: Novos actores, novos modelos, Volume II, Lisboa, AAFDL, 2018, p. 5-56.


Programas de integridade e governança das empresas estatais: uma visão portuguesa no contexto da União Europeia


in Cueva, Ricardo Villas Bôas; e Frazão, Ana (Coord.), Complicance: perspectivas e desafios dos programas de conformidade, Belo Horizonte, Fórum, 2018, p. 233-249.


Empreendedorismo e Investimento Social


in Farinho, Domingos Soares & Rodrigues, Nuno Cunha, Textos do I Curso Avançado de Direito da Economia e do Investimento Sociais, Lisboa, AAFDL Editora, 2019, p. 53-73.


Liberdade de expressão na internet (em co-autoria com Rui Lanceiro)


in Albuquerque, Paulo Pinto (org.), Comentário à Convenção Europeia dos Direitos Humanos, Lisboa, Universidade Católica Editora, vol. II, 2019, p. 1700-1739

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O fotograma que serve de fundo a este blog foi retirado do filme "Rouge", de Krzysztof Kieslowski, de 1994.


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