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Quinta-feira, 04.10.18

Assassin's Creed Odyssey - but not yet

Anteontem começou o acesso antecipado ao último episódio da saga Assassin's Creed que será oficialmente lançado amanhã.

Há já algumas edições que não compro o jogo logo que ele sai. Em primeiro lugar porque é comum o jogo estar a metade do preço no Natal e em segundo lugar porque não tenho assim tanto tempo para jogar e daqui ao Natal é um ápice. Mas em relação ao Odyssey há ainda mais duas razões para adiar a compra. A primeira é estar eu no início do Rogue Remastered vindo da Ezio Collection. Isso mesmo. Quando acabei o Origins e todos os seus DLC, lá por volta de março, entendi que era altura de voltar a Ezio e depois a Shay (o protagonista de Rogue). Se não era agora que jogava às remasterizações para a PS4 temia que nunca fosse. E fiz bem. Embora seja estranho voltar à simplicidade repetitiva de Assassin's Creed II, pela altura em que cheguei a Constantinopla em Assassin's Creed Revelations estava de novo imbuído de tudo o que tinha adorada na história de Ezio. Consciente ou subconscientemente, acho que voltei a Ezio e Shay  pela razão que me levou ao Assassin's Creed original: a história (vindo do romance Alamut). Ora a história em Origins está já muito rarefeita, pois não há assassinos mas ao invés os seus predecessores, os Escondidos (Hidden Ones). Em Odyssey nem isso. Não me interpretem mal, eu adoro o ambiente clássico, a Guerra do Peloponeso, cujas obras de Tucídides e de Kagan li com muito gosto, mas chamar a um jogo cuja ligação com todo o universo de Assassin's Creed é tão remota como uma referência à primeira pessoa que usou a lâmina oculta (muitos séculos antes de ser fundado o Credo dos Assassinos) já é um bocado querer capitalizar no sucesso. Ainda não joguei ao jogo e pode haver um twist narrativo a que nenhuma crítica que li faça referência, mas talvez não tivesse sido má ideia tornar o Odyssey um spin-off. Não haveria nada de errado com isso. O próprio Assassin's Creed surgiu de um spin-off do Prince of Persia. 

Posso estar a ser picuinhas, afinal é possível que muito pouca gente jogue a Assassin's Creed pela história e muitos até estarão fartos dela, que realmente nas últimas edições tem tido pouca capacidade de manter o fôlego das primeiras, mas fico com pena, pelo que vou lendo das críticas ao jogo, que este Assassin's Creed Odyssey, seja muito Odyssey e pouco Assassin's Creed.

Quando terminei o Origins, de que gostei bastante, ao contrário do que tinha antecipado (pode ser que me aconteça o mesmo com o Odyssey e se calhar estou só a ficar pessimista com a idade), fiquei convencido de que aquela viagem até ao Egipto antigo dava à Ubisoft pelo menos um milénio (entre Origins e o Assassin's Creed original) para nos contar o nascimento do Credo. Mas não. Viemos ainda 500 anos mais para trás onde mais rarefeita fica a conexão. Talvez o apelo seja irresistível. Eu percebo. Eu vou jogar ao Odyssey como um puto a quem finalmente fizeram um jogo sobre um dos seus períodos históricos preferidos (tal como me aconteceu com o Assassin's Creed Blackflag), mas como gosto de histórias, acho que vou ficar com muita pena de ter de esperar mais algum tempo para reencontrar os Assassinos. E por isso mesmo não estou com muita pressa.

Ah, claro, e a prometida segunda razão para adiar a compra do Odyssey: no final deste mês à Red Dead Redemption 2 e, enfim, um cidadão tem de ter prioridades quando os recursos são escassos.

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por Domingos Farinho às 09:11



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Trabalhos publicados

- A Suspensão de Eficácia dos Actos Administrativos em Acção Popular


(in Revista da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Vol. XLII - N.º 2, 2001, Coimbra Editora);


- Em Terra de Ninguém - Da interrupção e suspensão de obras em terrenos expropriados - Ac. do STA de 24.10.2001, P.º 41624


(in Cadernos de Justiça Administrativa, n.º 49, Janeiro/Fevereiro, 2005, CEJUR - Centros de Estudos Jurídicos do Minho);


- As Regras do Recrutamento Parlamentar Partidário em Portugal


(in Revista da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Vol. XLVI - N.º 1, 2005, Coimbra Editora);


- Intimidade da Vida Privada e Media no Ciberespaço, Coimbra, Almedina, 2006


- Para além do Bem e do Mal: as Fundações Público-Privadas


(in Estudos em Homenagem ao Professor Marcello Caetano, no Centenário do seu nascimento, Vol. I,Coimbra Editora, 2006);


- Todos têm direito à liberdade de imprensa? - a propósito do caso Apple v. Doe no Tribunal de Apelo do Estado da Califórnia


(in Jurisprudência Constitucional, n.º 12, Outubro-Dezembro, 2006, Coimbra Editora);


- O Direito Fundamental de Fundação - Portugal entre a Alemanha e a Espanha


(in Estudos em Homenagem ao Prof. Doutor Sérvulo Correia, Vol. I, Coimbra Editora, 2010);


- Alguns problemas de governo fundacional de uma perspectiva normativa-orgânica


(in O Governo das Organizações - A vocação universal do corporate governance, Coimbra, Almedina, 2011);


- As fundações como entidades adjudicantes


(in Revista dos Contratos Públicos, n.º 4, 2012);


- Brevíssimo balanço do regime jurídico das pessoas colectiva de utilidade pública: uma perspectiva fundacional


(in Estudos de Homenagem ao Prof. Doutor Jorge Miranda, Volume IV - Direito Administrativo e Justiça Administrativa, Coimbra, Coimbra Editora, 2012);


- Empresa e fundações: uma união mais forte?


(in Revista de Direito das Sociedades, Ano IV (2012), n.º 1, Coimbra, Almedina)


- Governo das Universidades Públicas (brevíssimo ensaio introdutório jurídico-normativo)


(in O Governo da Administração Pública, Coimbra, Almedina, 2013);


Breve comentário ao âmbito de aplicação do Código do Procedimento Administrativo, na versão resultante da proposta de revisão


(in Direito&Política / Law&Politics, n.º 4, Julho-Outubro, 2013, Loures, Diário de Bordo)


A propósito do recente Decreto-Lei n.º 138/2013, de 9 de Outubro: a escolha dos parceiros do Estado para prestações do Estado Social - em particular o caso das IPSS na área da saúde


(in e-pública - Revista Electrónica de Direito Público, n.º 1, Janeiro 2014);


O alargamento da jurisdição dos tribunais arbitrais

(in Gomes, Carla Amado; Neves, Ana Fernanda; e Serrão, Tiago, O anteprojecto da revisão do Código de Processo nos Tribunais Administrativos e do Estatuto dos Tribunais Administrativos e Fiscais em debate, Lisboa, AAFDL, 2014, p. 421 a 429)


- Fundações e Interesse Público , Coimbra, Almedina, 2014


O âmbito de aplicação do novo Código do Procedimento Administrativo: regressar a Ítaca

(in Gomes, Carla Amado; Neves, Ana Fernanda; e Serrão, Tiago, Comentários ao Novo Código do Procedimento Administrativo, Lisboa, AAFDL, 2015, p. 121 a 150)


Seleção de administradores designados pelo Estado em fundações privadas com participação pública

(in Vários, A designação de administradores, Lisboa, Almedina, 2015, p. 345 a 365)


Interesse público e poder judicial

in Repolês, Maria Fernanda Salcedo e, Dias, Mariz Tereza Fonseca (org.), O Direito entre a Esfera Pública e a Autonomia Privada, Volume 2, Belo Horizonte, Editora Fórum, 2015;


As vantagens da arbitragem no contexto dos meios de resolução de conflitos administrativos

in Gomes, Carla Amado / Farinho, Domingos Soares/ Pedro, Ricardo (coord.) Arbitragem e Direito Público, Lisboa, AAFDL Editora, 2015, p. 485 a 502


A sociedade comercial como empresa social - breve ensaio prospetivo a partir do direito positivo português

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Global (normative) public interest and legitimacy: A comment on Gabriel Bibeau-Picard

in e-publica Revista Eletrónica de Direito Público, n.º 6, dezembro 2015


(Un)Safe Harbour: Comentário à decisão do TJUE C-362/14 e suas consequências legais

in Forum de Proteção de Dados, n.º 02, Janeiro 2016, p. 108-124


Empresa Social, Investimento Social e Responsabilidade pelo Impacto

in Impulso Positivo, n.º 31, janeiro/fevereiro 2016, pp. 42-43


A arbitragem e a mediação nos títulos de impacto social: antecipar o futuro

in Arbitragem Administrativa, n.º 2, 2016, CAAD


Regras especiais de contratação pública: os serviços sociais e outros serviços específicos

in Maria João Estorninho e Ana Gouveia Martins (coord.), Atas da Conferência - A Revisão do Código dos Contratos Públicos, Lisboa, Instituto de Ciências Jurídico-Políticas da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, pp. 81-98.


O tratamento de dados pessoais na prossecução do interessse público e o Regulamento Geral de Proteção de Dados: uma primeira abordagem

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As políticas públicas de resolução alternativa de litígios: da alternatividade rumo à seleção apropriada

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Contratação Pública e Inovação: uma reflexão lusófona de uma perspetiva portuguesa

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Serviços sociais e outros serviços específicos: o Leopardo e o Ornitorrinco entre os três setores de atividade económica

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Governar melhor os serviços públicos: em defesa dos "departamentos transversais"

in Constituição e Governança - V Seminário Luso-Brasileiro de Direito, Mendes, Gilmar Ferreira; Morais, Carlos Blanco de; e Campos, César Cunha, Brasília, FGV Projetos, 2018.


"Os Centros de competências e estruturas partilhadas na Administração Pública portuguesa: uma primeira reflexão" in Gomes, Carla Amada; Neves, Ana Fernanda; e Serrão, Tiago (coord.), Organização Administrativa: Novos actores, novos modelos, Volume I, Lisboa, AAFDL, 2018, p. 693-712.


"As fundações públicas em Portugal" in Gomes, Carla Amada; Neves, Ana Fernanda; e Serrão, Tiago (coord.), Organização Administrativa: Novos actores, novos modelos, Volume II, Lisboa, AAFDL, 2018, p. 5-56.


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O fotograma que serve de fundo a este blog foi retirado do filme "Rouge", de Krzysztof Kieslowski, de 1994.


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