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Vermelho

Fraternidade

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21
Dez20

Os mistérios mitraicos de Ulansey

Domingos Farinho

Enquanto esperamos pela segunda temporada da série de Ridley Scott, Raised by Wolves, e porque hoje se celebra um solstício de inverno especial, com uma grande conjunção entre Júpiter e Saturno (a mais próxima da Terra desde 1623), acabei finalmente de ler The Origins of the Mithraic Mysteries  - Cosmology and Salvation in the Ancient World, de David Ulansey. O livro é interessante porque apresenta uma explicação sobre a origem da religião mitraica (concorrente com a origem do cristianismo), alternativa à versão dominante (a origem persa) e assente em três pontos: i) o mitraísmo representa um mapa cósmico e um código astronómico em que Mitras é simbolizado pela constelação de Perseu e tem a função de regular o tempo; ii) o nome Mitras deriva da cidade de Tarso na antiga região da Cilícia; e iii) a cidade de Tarso era um importante centro estóico onde vários estudos astronómicos foram desenvolvidos. Daqui Ulansey parte para entender o mitraísmo como um mistério que visa explicar a evolução do universo, não apenas do tempo mas do espaço, em torno, por exemplo da precessão dos equinócios.

O que tem isto que ver com Raised by Wolves? A primeira temporada da série pareceu mais inspirada na versão dominante da origem do mitraísmo - a origem persa/iraniana - com um papel predominante do Deus Sol (Sol Invictus) associado a Mitras, mas será que a segunda temporada poderá explorar mais esta origem alternativa do mitraísmo, como religião celestial em que Mitras domina espaço e tempo?  Será interessante de ver, sobretudo sabendo que Scott é dado a considerações filosóficas e místicas (nunca consigo deixar de pensar em Prometheus e Alien: Covenant)

 

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20
Dez20

The Witcher

Domingos Farinho

Acabo de ler todos livros da série Witcher (no original polaco,Wiedźmin), de Andrzej Sapkowski. Todos os oito livros (há uma edição completa óptima).

Estou hoje bastante contente por ter começado pela série da Netflix, depois ter finalmente jogado ao jogo da CD Projeckt Red, The Witcher 3: Wild Hunt  e só depois ter chegado às obras originais.  Vim do pior para o melhor. E creio que ao contrário não teria conseguido acabar a série televisiva.

Aventuras Fantásticas, Dungeons&Dragons RPG, Tolkien (do Silmarillion ao LOTR), Game Thrones (só a série televisiva), The Witcher. Creio que esta é a sequência da literatura fantástica na minha vida. Por isso o The Witcher chega praticamente 30 anos depois de ter começado a aventurar-me nestes mundo. A pressão era grande e injusta. Mas tive sorte: o meu primeiro contacto com o The Witcher foi o jogo referido acima. De 2015, só o joguei durante este ano. Durante estes cinco anos, porém, por diversas vezes fui lendo e ouvindo muito bem sobre o jogo e aprendi que se tratava de uma adaptação de um universo literário fantástico, de inspiração medieval. Por isso, quando a série da Netflix estreou, estava ali mesmo à mão a hipótese de mergulhar nesse universo, sem ter de me comprometer com jogo (algo que gosto de fazer com os jogos que antecipo bons) ou adquirir os livros. 

A série da Netflix, vista como primeira abordagem ao universo Witcher não me convenceu: a história (mesmo sem a conhecer ainda) pareceu-me ora atabalhoada ora pouco desenvolvida, embora tenha achado piada às três das personagens principais: Geralt, Yennefer e Dandelion. Vi já os últimos episódios a correr. Havia de regressar à Batalha de Sodden Hill, já depois de a ler no romance Blood of Elves, mas só para deprimir-me a pensar como teria sido aquela batalha se filmada pelos responsáveis pelo GoT.

A série teve pelo menos o mérito de me fazer avançar para o jogo Witcher 3. Que maravilha. Para quem goste de RPG (e eu tinha acabado de jogar ao AC Odyssey) é um salto incrível no que diz respeito ao enquadramento e diálogos, mesmo apesar de eu ter a saga AC como minha saga preferida. Além disso, e não obstante os avanços do AC Odyssey, viria a perceber que o Witcher 3 acompanha o carácter sexualmente aberto dos romances, com as inúmeras aventuras de Geralt, Triss, Yennefer, Ciri e Dandelion. Neste aspecto o Witcher foi uma lufada de ar fresco e a primeira vez que senti num jogo de consola um grau de complexidade e maturidade que poderia sentir ao ler um romance fantástico. E fiz exatamente isso, lendo a série completa dos romances que tinham começado tudo.

Comecei por gostar de entrarmos no mundo de Geralt através de contos que surgem coleccionados em The Last Wish e Sword of Destiny. Depois entramos nos cinco romances e terminamos com um romance que é uma prequela à história principal. 

Há muito para gostar nas histórias de Geralt of Rivia, um bruxo, que no universo de Sapkowski é um ser humano mutante, especialmente concebido para matar os monstros que atacam os seres humanos e elfos, que partilham o Continente onde tudo acontece. O primeiro aspecto de que gostei bastante foi a envolvência de inspiração da Europa Central, eslávica, com toque de Europa ocidental, como Touissant (a lembrar França e Espanha) e as várias referências às lendas arturianas. O mundo de Sapkowski é uma idade média estranha, reconstruída, passada numa linha temporal alternativa que combina aspectos que estaríamos à espera de encontrar na nossa idade média (roupas, arquitectura, alguns costumes, linguagem), com elementos mágicos e tecnológicos que introduzem o fantástico. Para além dos elfos, essa espécie mítica partilhada por tantos criadores, como património cultural do mundo das lendas. Depois gostei bastante do contraste entre a complexidade das referências criadas pelo autor face à simplicidade da linguagem imputada a algumas personagens. É um contraste que traz realismo à saga e de que gostei muito. Como gostei da parte romântica e sexual que une algumas das personagens. Aliás, a relação Geralt/Yennefer é das mais interessantes que tenho encontrado nos vários universos fantásticos que conheço, mas também interessante é a relação entre Ciri e Mistle, durante o período da protagonista entre Os Ratos. A geopolítica de The Witcher, começando pela rivalidade entre os Reinos do Norte e Nilfgaard é também outro atractivo, sobretudo se juntarmos o segundo plano do predomínio dos seres humanos sobre as demais espécies - anões, elfos, vampiros, etc - nos Reinos do Norte (com bastante xenofobia e perseguições à mistura) face a um império de Nilfgaard que tem origem no cruzamento entre elfos e humanos, elfos que em tempos haviam dominado o mundo conhecido. É facil ver aqui as lições para a realidade histórica e actual. Mas sobretudo gostei do tom de Geralt como personagem de universo fantástico, com uma personalidade que carrega às costas todo o universo, mesmo quando o faz indirectamente através da também fascinante Ciri a quem está ligado pelo destino. Um dos universos fantásticos mais interessantes que encontrei até hoje. 

Percebo que a série queira colocar-se num plano mais multicultural, para abrir para outros públicos e ser menos branca e eslávica, mas já me parece desnecessário sacrificar a complexidade da história e o GoT está aí para demonstrar que se podem fazer séries complexas e ricas mesmo sobre obras literárias também elas épicas e complexas. Mas pelo menos nos jogos essa complexidade não se perdeu. Talvez a segunda temporada consiga recuperar um pouco.

Já para encontrar a ruiva Triss Merigold, só mesmo os jogos. E esperemos que na série Ciri cresça tão interessante como nos romances e nos jogos. E haja forma de recriar a riqueza do confronto entre a cultura de Nilfgaard e dos Reinos do Norte. 

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Trabalhos publicados

- A Suspensão de Eficácia dos Actos Administrativos em Acção Popular


(in Revista da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Vol. XLII - N.º 2, 2001, Coimbra Editora);


- Em Terra de Ninguém - Da interrupção e suspensão de obras em terrenos expropriados - Ac. do STA de 24.10.2001, P.º 41624


(in Cadernos de Justiça Administrativa, n.º 49, Janeiro/Fevereiro, 2005, CEJUR - Centros de Estudos Jurídicos do Minho);


- As Regras do Recrutamento Parlamentar Partidário em Portugal


(in Revista da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Vol. XLVI - N.º 1, 2005, Coimbra Editora);


- Intimidade da Vida Privada e Media no Ciberespaço, Coimbra, Almedina, 2006


- Para além do Bem e do Mal: as Fundações Público-Privadas


(in Estudos em Homenagem ao Professor Marcello Caetano, no Centenário do seu nascimento, Vol. I,Coimbra Editora, 2006);


- Todos têm direito à liberdade de imprensa? - a propósito do caso Apple v. Doe no Tribunal de Apelo do Estado da Califórnia


(in Jurisprudência Constitucional, n.º 12, Outubro-Dezembro, 2006, Coimbra Editora);


- O Direito Fundamental de Fundação - Portugal entre a Alemanha e a Espanha


(in Estudos em Homenagem ao Prof. Doutor Sérvulo Correia, Vol. I, Coimbra Editora, 2010);


- Alguns problemas de governo fundacional de uma perspectiva normativa-orgânica


(in O Governo das Organizações - A vocação universal do corporate governance, Coimbra, Almedina, 2011);


- As fundações como entidades adjudicantes


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(in Estudos de Homenagem ao Prof. Doutor Jorge Miranda, Volume IV - Direito Administrativo e Justiça Administrativa, Coimbra, Coimbra Editora, 2012);


- Empresa e fundações: uma união mais forte?


(in Revista de Direito das Sociedades, Ano IV (2012), n.º 1, Coimbra, Almedina)


- Governo das Universidades Públicas (brevíssimo ensaio introdutório jurídico-normativo)


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Breve comentário ao âmbito de aplicação do Código do Procedimento Administrativo, na versão resultante da proposta de revisão


(in Direito&Política / Law&Politics, n.º 4, Julho-Outubro, 2013, Loures, Diário de Bordo)


A propósito do recente Decreto-Lei n.º 138/2013, de 9 de Outubro: a escolha dos parceiros do Estado para prestações do Estado Social - em particular o caso das IPSS na área da saúde


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O alargamento da jurisdição dos tribunais arbitrais

(in Gomes, Carla Amado; Neves, Ana Fernanda; e Serrão, Tiago, O anteprojecto da revisão do Código de Processo nos Tribunais Administrativos e do Estatuto dos Tribunais Administrativos e Fiscais em debate, Lisboa, AAFDL, 2014, p. 421 a 429)


- Fundações e Interesse Público , Coimbra, Almedina, 2014


O âmbito de aplicação do novo Código do Procedimento Administrativo: regressar a Ítaca

(in Gomes, Carla Amado; Neves, Ana Fernanda; e Serrão, Tiago, Comentários ao Novo Código do Procedimento Administrativo, Lisboa, AAFDL, 2015, p. 121 a 150)


Seleção de administradores designados pelo Estado em fundações privadas com participação pública

(in Vários, A designação de administradores, Lisboa, Almedina, 2015, p. 345 a 365)


Interesse público e poder judicial

in Repolês, Maria Fernanda Salcedo e, Dias, Mariz Tereza Fonseca (org.), O Direito entre a Esfera Pública e a Autonomia Privada, Volume 2, Belo Horizonte, Editora Fórum, 2015;


As vantagens da arbitragem no contexto dos meios de resolução de conflitos administrativos

in Gomes, Carla Amado / Farinho, Domingos Soares/ Pedro, Ricardo (coord.) Arbitragem e Direito Público, Lisboa, AAFDL Editora, 2015, p. 485 a 502


A sociedade comercial como empresa social - breve ensaio prospetivo a partir do direito positivo português

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Global (normative) public interest and legitimacy: A comment on Gabriel Bibeau-Picard

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(Un)Safe Harbour: Comentário à decisão do TJUE C-362/14 e suas consequências legais

in Forum de Proteção de Dados, n.º 02, Janeiro 2016, p. 108-124


Empresa Social, Investimento Social e Responsabilidade pelo Impacto

in Impulso Positivo, n.º 31, janeiro/fevereiro 2016, pp. 42-43


A arbitragem e a mediação nos títulos de impacto social: antecipar o futuro

in Arbitragem Administrativa, n.º 2, 2016, CAAD


Regras especiais de contratação pública: os serviços sociais e outros serviços específicos

in Maria João Estorninho e Ana Gouveia Martins (coord.), Atas da Conferência - A Revisão do Código dos Contratos Públicos, Lisboa, Instituto de Ciências Jurídico-Políticas da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, pp. 81-98.


O tratamento de dados pessoais na prossecução do interessse público e o Regulamento Geral de Proteção de Dados: uma primeira abordagem

in Martins, Ana Gouveia et al. (ed.), “IX Encontro de Professores de Direito Público”, Lisboa, Universidade Católica Editora, 2017, pp. 67-76


As políticas públicas de resolução alternativa de litígios: da alternatividade rumo à seleção apropriada

in Rodrigues, Maria de Lurdes et al. (ed.), “40 anos de políticas de justiça em Portugal”, Coimbra, Almedina, 2017, pp. 331-368


Contratação Pública e Inovação: uma reflexão lusófona de uma perspetiva portuguesa

in Fonseca, Isabel Celeste (ed.), Atas da II Conferência Internacional sobre Compras Públicas, Braga, Universidade do Minho, 2017


Serviços sociais e outros serviços específicos: o Leopardo e o Ornitorrinco entre os três setores de atividade económica

in Gomes, Carla Amado; Serrão, Tiago; e Caldeira, Marco, "Comentários à Revisão do Código dos Contratos Públicos", Lisboa, AAFDL, 2017.


A responsabilidade do primeiro-ministro perante o presidente da República e a condição material do artigo 195.º/2 da Constituição da República Portuguesa: entre a exceção e a inconfessada política

in Pinto, António Costa; e Rapaz, Paulo José Canelas (ed.), Presidentes e (Semi)Presidencialismo nas Democracias Contemporâneas, Lisboa, Imprensa de Ciências Sociais, 2018.


Governar melhor os serviços públicos: em defesa dos "departamentos transversais"

in Constituição e Governança - V Seminário Luso-Brasileiro de Direito, Mendes, Gilmar Ferreira; Morais, Carlos Blanco de; e Campos, César Cunha, Brasília, FGV Projetos, 2018.


Os Centros de competências e estruturas partilhadas na Administração Pública portuguesa: uma primeira reflexão


in Gomes, Carla Amada; Neves, Ana Fernanda; e Serrão, Tiago (coord.), Organização Administrativa: Novos actores, novos modelos, Volume I, Lisboa, AAFDL, 2018, p. 693-712.


As fundações públicas em Portugal


in Gomes, Carla Amada; Neves, Ana Fernanda; e Serrão, Tiago (coord.), Organização Administrativa: Novos actores, novos modelos, Volume II, Lisboa, AAFDL, 2018, p. 5-56.


Programas de integridade e governança das empresas estatais: uma visão portuguesa no contexto da União Europeia


in Cueva, Ricardo Villas Bôas; e Frazão, Ana (Coord.), Complicance: perspectivas e desafios dos programas de conformidade, Belo Horizonte, Fórum, 2018, p. 233-249.


Empreendedorismo e Investimento Social


in Farinho, Domingos Soares & Rodrigues, Nuno Cunha, Textos do I Curso Avançado de Direito da Economia e do Investimento Sociais, Lisboa, AAFDL Editora, 2019, p. 53-73.


Liberdade de expressão na internet (em co-autoria com Rui Lanceiro)


in Albuquerque, Paulo Pinto (org.), Comentário à Convenção Europeia dos Direitos Humanos, Lisboa, Universidade Católica Editora, vol. II, 2019, p. 1700-1739


Delimitação do espectro regulatório de redes sociais


in Nery, Nelson; Abboud, Georges; e Campos, Ricardo, "Fake News e Regulação", São Paulo, Thomson Reuteurs - Revista dos Tribunais, 2.ª edição, 2020 p. 29-90


O âmbito de aplicação do Código do Procedimento Administrativo


in Gomes, Carla Amado; Neves, Ana F.; Serrão, Tiago (coord.), "Comentários ao Código do Procedimento Administrativo", Volume I, Lisboa, AAFDL Editora, 5.ª edição, 2020, pp. 249-279


A legitimidade popular no contencioso administrativo português


in Carla Amado Gomes; Ana F. Neves; e Tiago Serrão (coord.), "Comentários à legislação processual administrativa", Volume I, Lisboa, AAFDL Editora, 5.ª edição, 2020, pp. 751-778


A Barreira Invisível: a dicotomia gestão pública/gestão privada e os regimes de responsabilidade civil extracontratual aplicáveis ao Estado - Anotação ao Acórdão do Supremo Tribunal do Administrativo de 23 de abril de 2020, Processo n.º 02431/09.1BELSB


in Revista de Direito Administrativo, Número Especial, Setembro '20, Carla Amado Gomes e Tiago Serrão (Coord.), AAFDL Editora", pp. 45-56.


Da Boa Razão à Razão Pública


in Marques, Cláudia Lima / Cerqueira, Gustavo, "A função Modernizadora do Direito Comparado - 250 anos da Lei da Boa Razão", São Paulo, YK Editora, 2020, pp. 243-260.


A fina linha vermelha: a forma de exercício de competência jurídico-administrativa - Ac. do STA de 13.2.2020, P. 1818/15.5BELSB


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Princípio da administração aberta: a evolução do direito positivo português


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Agradecimento

O fotograma que serve de fundo a este blog foi retirado do filme "Rouge", de Krzysztof Kieslowski, de 1994.


Ao Pedro Neves, da equipa dos Blogs Sapo, um agradecimento especial pela sua disponibilidade e ajuda.