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Vermelho

Fraternidade



Quarta-feira, 19.07.17

O preconceito contra os ciganos

A discussão sobre o lugar da minoria étnica cigana no nosso país é das mais difíceis que podemos enfrentar como comunidade. As razões são evidentes: é a maior minoria étnica na Europa, com uma presença secular no nosso país, marcada por uma integração complicada. A discussão é tão complexa quanto necessária e a União Europeia tem vindo a desenvolver uma política especificamente para esse fim, com o propósito de melhorar a integração das comunidades ciganas nos Estados-Membros.

 

A discussão é particularmente difícil porque eivada por preconceitos na sua maioria provenientes de experiências pessoais, do ouvir dizer ou, o que é pior, da sabedoria popular ("estar com um olho no burro e o outro no cigano"). Tudo isto dificulta a entrada de elementos objetivos na discussão que devia existir na opinião pública. A esmagadora maioria dos interlocutores já entra na discussão com posições muito firmes e claras, em regra contra os ciganos. É de esperar. As más notícias correm mais depressa do que as boas, sobretudo numa época em que a comunicação social é composta por inúmeros tablóides que não fazem reportagens de fundo sobre experiências positivas da comunidade cigana, mas aprestam-se a noticiar tudo o que de mal de lá venha. Acresce que as nossas (nós, os não-ciganos) experiências com ciganos, aquelas de que nos lembramos, são em regra as más. Também aqui a razão é simples. Sendo em regra comunidades fechadas é difícil que tenhamos partilhado ou conhecido boas histórias, sejam ou não de integração, da comunidade cigana. E não estamos especialmente predipostos a ir procurar informação sobre elas (nota: claro que existem). O que sabemos, o que ouvimos dizer, o que transmitimos é que os ciganos são ladrões, perigosos, arruaceiros, que nos roubaram e por aí fora. Além de estas experiências pessoais, decantadas em provérbios populares, estar longe de ser objetiva  e credível não nos preocupamos em saber se, a ser verdade que os ciganos são, generica e maioritariamente, tudo o que de mau deles dizem, quais são as causas e como se pode resolver o problema. Em relação aos ciganos não só há preconceito como um certo fatalismo: eles são maus, barulhentos, mal cheirosos, arruaceiros e por aí fora, mas, pior! não há nada a fazer. Sempre foi assim. Sempre será. Tudo o que sobre eles se diz é verdade.

Ao preconceito e ao fatalismo sobre os ciganos acresce a sua singularidade: aparentemente tudo o que se imputa de mau aos ciganos é especificamente deles característico. Não existem outros grupos ou mesmo cidadãos avulsos que incorram no mesmo tipo de condutas. Comparados com os ciganos, não existem pessoas briguentas, mal cheirosas, fraudulentas e por aí fora. São vítimas da sua singularidade. São fáceis de delimitar, um terreno sempre fértil para o preconceito.

Veja-se o caso do problema evidente da integração dos ciganos. Há pouquíssimos dados objetivos que demonstrem se é uma auto-exclusão ou uma exclusão provocada pela sociedade, desde logo porque a distinção é enganadora. A resposta provavelmente encontrar-se-á no meio, uma vez que a auto-exclusão que se encontre agora pode também ter origem em exclusões atuais e no passado que provocaram uma tradição defensiva de auto-exclusão. Mas a verdade é que não sei e como eu, creio que a maioria das pessoas não saberá, o que nos deve fazer ser prudentes antes de nos deixarmos levar por afirmações preconceituosas fáceis.

 

A dificuldade do tema "Ciganos" não nos pode servir de desculpa para o pronceito. Pelo contrário. Por mais ciganos que existam que tenham todas as características e comportamentos que acriticamente aceitamos por ouvir dizer ou por experiência pessoal eles devem ser tratados como quaisquer outros cidadãos. Para o bem e para o mal. A haver discriminação ela tem que ser positiva, no sentido de construir e executar políticas que resolvam os problemas específicos da comunidade cigana. Já quanto aos problemas provocados por membros das comunidades ciganas eles devem ser tratados como todos os problemas provocados por quaisquer outros cidadãos.

Termino a este respeito com um famoso Acórdão do Tribunal Constitucional, o Acórdão n.º 452/89, sobre a magna questão de saber se, da alteração de um regulamento da GNR de 1920 em que se nomeavam explicitamente os ciganos (aos quais se imputavam, por exemplo, na letra do regulamento, habituais atos de pilhagem), para um regulamento de 1985 em que se substituía "ciganos" por "nómadas" haveria violação do princípio da igualdade, por estar em causa uma categoria suspeita (no caso, a origem étnica). O Tribunal veio a declarar que não havia inconstitucionalidade, por entender que nem todos os nómadas são ciganos. Lendo o magnífico voto de vencido de Vital Moreira fica claro como é especialmente necessário nos casos de discriminações suspeitas, como são aquelas que recaiam sobre ciganos, que exista um fundamento objetivo incontroverso: por exemplo se se demonstrasse, para o problema do acórdão (vigilância policial), que os ciganos por serem ciganos cometem especialmente algum tipo de crimes que requeira essa vigilância específica. 

Este acórdão pode bem servir-nos de guia para lançarmos um olhar crítico sobre as declarações de André Ventura ao jornal i. Aí afirmou o candidato do PSD à Câmara Municipal de Loures que os ciganos "vivem quase exclusivamente de subsídios do Estado [e acham] que estão acima das regras do Estado de direito". Para além da necessidade de demonstrar objetivamente que isto é verdade - para início de discussão - o mais importante aqui é o preconceito implícito, a tal singularidade a que me referi no início deste texto. Mesmo que os ciganos vivam quase exclusivamente de subsídios do Estado isto por si só não demonstra nada, apenas que são elegíveis para apoios sociais, o que, conhecendo-se o seu regime, nos deve levar a pensar nas condições de vida que têm e porque as têm. Se André Ventura conseguir demonstrar que os ciganos de Loures se colocaram propositadamente numa situação destinada a viver quase exclusivamente de apoios sociais, talvez seja bom enfrentarmos o problema de saber se devemos continuar a prestar esses apoios sociais ou se falhámos enquanto comunidade que não soube oferecer ou criar outras alternativas. Caso André Ventura não consiga demonstrar nada disto, o que fez foi apelar ao mais antigo preconceito contra ciganos, aquele de que nem o Tribunal Constitucional se conseguiu livrar. E isso é de lamentar e de repudiar.

 

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por Domingos Farinho às 14:22


14 comentários

De Anónimo a 19.07.2017 às 19:04

Sim, os ciganos devem ser tratados como nós! Pois são seres humanos como nós! Então comportem-se como nós! Vá lá oferecer-lhe trabalho, imponha-lhe regras, seja civilizados! Nem pensar! Eles não se querem adaptar a nós, temos que ser nós a adaptarmo-nos a eles! Onde quer que chegam passam à frente de tudo e de todos, se não nos desviamos até nos derrubam, ainda dizem, não me viu? Prq nós é que temos que se desviar! Eu pr mim, fujo deles a sete pês! Porquê quem os defende, não leva pra sua casa um grupinho deles? Isso é que é ser amigo! Porquê palavras, leva-as o vento!

De Português a 20.07.2017 às 15:19

Completamente de acordo.

De Pm a 20.07.2017 às 16:14

Completamente de acordo! É obvio que existem fora-de-lei em qualquer local, raça, cor, sexo, idade... até em faixas socias mais elevadas, no entanto, quem quer ser tratado como igual, deve-se comportar como tal! As minhas experiencias não têm sido boas: tive um familiar cuja casa foi assaltada.... por ciganos. Quando foram visitar o acampamento e oferecer € pelos bens furtados, a maior parte já havia sido vendida, conseguiram recupera alguns, imagine-se. Uma cigana quis a todo o custo que lhe desse 50€ para rezar por mim que tinha muito mal de inveja..
Eu trabalho muito, custa-me a ganhar o € que recebo no final do mês, eles que façam igual, que trabalhem e provem que são capazes de se integrar nos nossos padrões de sociedade e leis, não é apenas para vir receber subsidios e depois 'tadinhos tão incompreendidos, são tão fechados...

De Rapcf a 20.07.2017 às 17:15

Total e indiscutivelmente de acordo ! Se os ciganos se não querem integrar na sociedade não temos que ser nós a pagar pelos seus maus usos e costumes, por muito interessantes e folclóricos que pareçam. Tirando alguns políticos e diletantes, a percepção que há dos ciganos é clara e objectivamente negativa. E não venham com argumentos adolescente, da existência de preconceitos. Porque existirão razões de facto para quem tem ou teve contacto com os ciganos, deles extrair uma má (ou péssima) opinião. Infelizmente conheci vários casos. Quanto ao argumento que se está a generalizar, se acham isso que conduzam uma estudo sério, quantitativo e provem o contrário. E nesta análise quantitativa gostaria de saber quantos completam estudos, quantos trabalham (trabalho como tal é entendido na nossa sociedade) , quantos descontam para a segurança social e quanto vivem exclusivamente dela. E quanto pretendem estudar e fazer um formação profissional, quantos pretendem trabalho e ter uma carreira profissional... Enfim, quantos querem ser realmente cidadãos portugueses, na sua plena acepção da palavra.
Ficam as palavras de um futebolista admirável e cigano, citado nos media: "se não fosse o futebol estaria provavelmente a vender droga" Ricardo Quaresma

De Sandra Wink.Wink a 19.07.2017 às 22:37

A ultima parte do texto é muito pertinente
"...Se André Ventura conseguir demonstrar que os ciganos de Loures se colocaram propositadamente numa situação destinada a viver quase exclusivamente de apoios sociais, talvez seja bom enfrentarmos o problema de saber se devemos continuar a prestar esses apoios sociais ou se falhámos enquanto comunidade que não soube oferecer ou criar outras alternativas..."
Sou da opinião que a sociedade não quer lidar com os ciganos, não se justifica que ainda existam os casamentos com menores, e que os serviços sociais não andem em cima destas famílias que vivem muitas vezes sem condições. Deixo aqui o link de uma historia que me aconteceu.
http://sandrawinkwink.blogs.sapo.pt/toma-la-que-e-para-nao-seres-9210

De Cojones, cunho. a 20.07.2017 às 10:15

Acho que se devia pedir um douto esclarecimento ao cunho do Ferro Rodrigues, esse, que parece que anda com a boca cheia de papas quando fala e não sabe dizer correctamente os "esses. É que este gajo ainda ontem disse que a extrema direita está aí, por todo o lado, até no parlamento. Portanto ele sabe onde estão esses filhos da p#ta que tratam mal os ciganos. Só que é um cobardola de todo o tamanho. Se sabe que estão na assembleia da república os criminosos da extrema direita, então não os mandou prender? Então sendo ele ao 2ª figura do estado e estando o cavaleiro da triste figura ausente para a terra dos Panças mexicanos, não lhe competia prender ou mandar prender todos esses energúmenos de extrema direita que estão no parlamento a querer matar ciganos? O azar do André é ter-se afirmado adepto do benfica. Tivesse ele dito que não gostava de ciganos, mas que gostava de levar no #ú e a vitória para a câmara eram favas contadas.

De Anónimo a 20.07.2017 às 14:02

Tudo isto não passa de hipocrisia temperada com muita mesquinhice. Não se pode "integrar" um povo, comunidade ou bando (chamem-lhe o que quiserem) que não aceita viver de outro modo que não seja o dele, tudo começa (e morre) neste detalhe. Para o vulgar cidadão, se não cumprir uma regra, paga por isso, se for gitano é um coitado excluído e tudo se perdoa. Quando se acena com o racismo, é obvio que há e muito, se uns pagam por não cumprir e outros são beneficiados pelos mesmos motivos,,,,é obvio que há racismo mas as vítimas são os palhaços (como eu) que sustentam este parasitismo.

De Cojones, cunho. a 20.07.2017 às 15:36

De última hora: O Putin vai permitir ao Trump que se adopte russinhos genuínos para irem viver nos esteites. Já estou a vêr, daqui a alguns anos, o André a ser convidado para digressões em campanhas eleitorais no país do tio Sam para explicar que a culpa do descalabro no estaites se deve ao facto daquilo estar infestado de russinhos em idade de votar, e que querem comer ciganinhos ao pequeno almoço, coisa que não se faz.

De Joao Almeida a 20.07.2017 às 17:00

Este é um tema delicado, não sou sociologo, antropologo, biologo, sou só um cidadão que procura compreender a sociedade em que vive, que se devia basear na cidadania.Sinto-me um cidadão do mundo, em perfeita aculturação! Como estamos entregues, a quem nos engana todos os dias, mesmo que por vezes queiram impor-nos ideias, argumentos,e, doutrinas como pretenso conhecimento cientifico, nâo devemos ser ingenuos! Penso que o racismo, a xenofobia è fruto da concorrencia entre individuos, grupos sociais e por fim entre as proprias nacôes. E como a historia nos mostra, nos periodos de crise economica, essa concorrencia latente e adormecida, ganha folego e uma avidez selvagem, e irracional! Eu sou fruto de uma miscigenacâo(afro-europeu), como tal, tento sempre encontrar um equilibrio, na analise que faco desta questâo. Em casa e na familia de sangue, sempre vivi em arco-iris. Somos brancos, mulatos, negros. Ao longo dos anos, convivemos com teorias/doutrinas, pensamentos e argumentos de eugenia, de biologia genetica, de sociologia, que foram beber, nas teorias do conde de Gobineau sobre"Desigualdades das racas", do Darwinismo "processo seleccâo natural, na luta pela existência", no nacional-socialismo de Hitler com as teorias de "puro sangue e anti-semitismo"; ou tantas outras teorias que criam um imbroglio de forma a que as relacôes sociais se transformem em fundamentalismos, intolerancias, que durante anos, por exemplo, serviu ao colonialismo europeu, justificar-se com teorias de "seres superiores" brancos, que controlavam "seres inferiores" negros.Todas essas teorias, criaram uma cultura de "racismo social", que passou para là, das questôes de cor/raca entre homem branco e negro. Atacou toda a sociedade, os doentes fisicos e mentais , os criminosos, os recem-nascidos defeituosos que devem ser logo, mortos à nascenca, os idosos que dâo trabalho, deve-se praticar a eutanasia, o menosprezo pelas mulheres como seres fisiologicamente fracos, etc. Teorias que ao longo dos anos levaram a relacâo social, ao extreminio de campos de concentracâo, e, ao barbarismo de guerras que hoje tornam a aparecer, um pouco por todo o lado,mesmo entre a dita "civilizacâo" europeia (veja-se os conflitos na Ucrania, na ex -Jugoslavia), e, recentemente este ressurgimento xenofobo, da ideia de um Estado Mundial Islamico. Mas podemos ir até ao continente Africano, barbarie e horrores de conflitos etnicos: Ruanda, Somália, Sudão, Serra Leoa, Angola, etc.Como se vê sobre xenofobia/racismo, tinhamos muito que falar! Posso dizer que senti racismo em Portugal em 1974/77, quando dos ditos "retornados", e, eu quando muito seria "desalojado"! Vivi situacôes de racismo em Angola quando do meu curto regresso/passagem, em 2008; aì entre negros com negros, e, negros/mulatos.Já vi situações de racismo entre a etnia cigana em Coimbra, ciganos abastados com ciganos pobres! Entre eles matam-se por questões de honra familiar. Vivi em Angola, também lá havia etnia cigana.Era miudo, mas recordo, que não se tinha "medo" do cigano.Eram respeitados e respeitavam as leis.Em Portugal de 74, quando cheguei, tb não vi grande diferença, na relação social entre as comunidades.Mais tarde as coisas agudizaram, e, comecei a ver rivalidades na sociedade, entre as comunidades. Hoje tenho amigas assistentes sociais, policias, educadores que no executar das suas profissões,"temem" muitos elementos de etnia cigana. Penso que este "temer", generalizou-se, e,alguns elementos de etnia cigana, tiram proveito disso, fazendo peito e desafiando as leis! A estigmatização social, deu-lhes força, para fazer "temer" os outros! Virou-se o feitiço, contra o feiticeiro. A vida já me ensinou, que nestes assuntos,o importante é não generalizar, não estigmatizar, não excluir, e, encontrar formas de integração social, com oportunidades para toda a raça, que é única, a HUMANA.

De jabeiteslp a 20.07.2017 às 20:23

Ó Fraternidade
com essa musica toda
poderias por uma guitarrinha Cigana a alegrar
mas do exposto muito bem elaborado e anafado
sinto-me excluído
até ofendido
onde a Liberdade de um País
quer abafar uma voz
que na verdade é mesmo o que diz...

De Anónimo a 20.07.2017 às 21:41

Quero dar um conselho a quem defende a situacao como racismo... venham ver e investigar o que passa no entroncamento ...

De la Frontera a 20.07.2017 às 23:11

E não será a crescente não tolerância a determinadas etnias, motivada pelo facto de as mesmas parecerem e terem de facto uma maior complacência por porte do Estado/autarquias que o comum do cidadão?

Não caberá a esse mesmo Estado o igualar em termos de direitos e deveres, toda a população, independentemente da sua origem ou grupo étnico?

Pois e no fim do dia não será o Estado que proporciona e fomenta essa mesma intolerância?

Sendo racismo, o ter-se por superior a outras raças/etnias, quem acaba por se julgar superior e impune?

De Anónimo a 21.07.2017 às 07:11

Era bom que esses senhores que defendem com unhas e dentes a raça cigana estivessem a viver junto a eles, bastava uma família para ver se gostavam.

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(in Revista da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Vol. XLII - N.º 2, 2001, Coimbra Editora);


- Em Terra de Ninguém - Da interrupção e suspensão de obras em terrenos expropriados - Ac. do STA de 24.10.2001, P.º 41624


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