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Vermelho

Fraternidade



Terça-feira, 19.02.13

Primeiras Impressões: Nike Free 3.0

Inaguro aqui uma nova rúbrica do Vermelho intitulada e dirigida às minhas primeiras impressões de novos ténis de corrida. O critério é simples: assim que correr mais de 50km com uns novos ténis, escrevo um texto.

 

Para inaugurar esta rubrica escolhi o meu recém-regresso à Nike com os Free 3.0. 

 

(também são bons para sair à noite)

 

Na verdade, não é bem um regresso, mas uma estreia. A minha experiência de Nike é inteiramente composta por ténis de basket, sendo actualmente um orgulhoso possuir de uns Nike Zoom 20 LeBron James de 2005 (sim, não tenho jogado muito).

 

Além disso trata-se de uma estreia arriscada. Quando comecei a correr mais a sério, acima dos 40km por semana, o meu mágico-fisioterapeuta recomendou-me a ASICS e depois de passar por uns Cumulus (e de me ter enganado com uns Kayano) estabilizei nos Nimbus. Comecei no 12, passei pelos 13, e adquiri recentemente os 14. São ténis bastante almofadados, pés neutros. Por cima, ainda conto com uma palmilhas específicas para o meu pé. Assim me tenho escapado a novo ataque de runner's knee, de que padeci após a Meia Maratona de Lisboa de 2011.

 

Ora, os Nike Free 3.0, que se integram nos denominados ténis minimalistas, são os ténis mais minimalistas da Nike, destinados a proporcionar uma experiência de maior liberdade ao pé e à corrida, ao mesmo tempo que assegura um acolchoamento mínimo. Porquê esta mudança radical?

 

Os meus Nimbus 13 estavam a chegar ao seu limite e eu estava já decidido a transitar para os novos 14, mas queria ter um segundo par de ténis de corrida, para ir alternando. O que pareceria normal é que comprasse algo na linha do Nimbus (ou mesmo outro par de Nimbus). Sucede que a única coisa que tenho a apontar aos Nimbus - e que é, porventura, impossível de resolver - é a sensação de que estamos a correr com algo estranho nos pés. Tenho de me adaptar a uma parte nova do meu corpo. Note-se, a adaptação não é difícil, os Nimbus têm vindo a ficar cada vez mais leves e proporcionam boas corridas, sem lesões. Mas há qualquer coisa que está sempre a mais nos pés. Mesmo quando está bem.

 

Daí que a leitura de Born to Run tenha encontrado nesta minha sensação o terreno ideal para provocar o desejo de experimentar algo novo, nem que fosse para descobrir se realmente preciso de tanta protecção quanto aquela que os Nimbus fornecem (o meu fisioterapeuta-mágico garante-me que sim, espero que ele não leia isto). Uma vez que os Five Fingers me pareceram radicais demais, optei, depois de algumas leituras na net, pelos Nike Free 3.0, sem quaisquer palmilhas.

 

Ao cabo de 50 e pouco quilómetros devo dizer que estou bem impressionado. Exceptuadas algumas dores na base do calcanhar, de adaptação à falta da brutal sola do Nimbus, não tenho para já quaisquer queixas. Ao invés, os Free 3.0 são tão leves e flexíveis que correr com ele proporciona realmente uma certa sensação de liberdade (embora tenham a tendência para aquecer, pelo que já percebi). O treino mais longo que fiz com eles foi de 15km e comportaram-se bem. Conto fazer a Meia de Lisboa com eles para os testar numa distância um pouco maior. Para já estou bastante contente com esta opção minimalista. 

 

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por Domingos Farinho às 16:29



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Trabalhos publicados

- A Suspensão de Eficácia dos Actos Administrativos em Acção Popular


(in Revista da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Vol. XLII - N.º 2, 2001, Coimbra Editora);


- Em Terra de Ninguém - Da interrupção e suspensão de obras em terrenos expropriados - Ac. do STA de 24.10.2001, P.º 41624


(in Cadernos de Justiça Administrativa, n.º 49, Janeiro/Fevereiro, 2005, CEJUR - Centros de Estudos Jurídicos do Minho);


- As Regras do Recrutamento Parlamentar Partidário em Portugal


(in Revista da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Vol. XLVI - N.º 1, 2005, Coimbra Editora);


- Intimidade da Vida Privada e Media no Ciberespaço, Coimbra, Almedina, 2006


- Para além do Bem e do Mal: as Fundações Público-Privadas


(in Estudos em Homenagem ao Professor Marcello Caetano, no Centenário do seu nascimento, Vol. I,Coimbra Editora, 2006);


- Todos têm direito à liberdade de imprensa? - a propósito do caso Apple v. Doe no Tribunal de Apelo do Estado da Califórnia


(in Jurisprudência Constitucional, n.º 12, Outubro-Dezembro, 2006, Coimbra Editora);


- O Direito Fundamental de Fundação - Portugal entre a Alemanha e a Espanha


(in Estudos em Homenagem ao Prof. Doutor Sérvulo Correia, Vol. I, Coimbra Editora, 2010);


- Alguns problemas de governo fundacional de uma perspectiva normativa-orgânica


(in O Governo das Organizações - A vocação universal do corporate governance, Coimbra, Almedina, 2011);


- As fundações como entidades adjudicantes


(in Revista dos Contratos Públicos, n.º 4, 2012);


- Brevíssimo balanço do regime jurídico das pessoas colectiva de utilidade pública: uma perspectiva fundacional


(in Estudos de Homenagem ao Prof. Doutor Jorge Miranda, Volume IV - Direito Administrativo e Justiça Administrativa, Coimbra, Coimbra Editora, 2012);


- Empresa e fundações: uma união mais forte?


(in Revista de Direito das Sociedades, Ano IV (2012), n.º 1, Coimbra, Almedina)


- Governo das Universidades Públicas (brevíssimo ensaio introdutório jurídico-normativo)


(in O Governo da Administração Pública, Coimbra, Almedina, 2013);


Breve comentário ao âmbito de aplicação do Código do Procedimento Administrativo, na versão resultante da proposta de revisão


(in Direito&Política / Law&Politics, n.º 4, Julho-Outubro, 2013, Loures, Diário de Bordo)


A propósito do recente Decreto-Lei n.º 138/2013, de 9 de Outubro: a escolha dos parceiros do Estado para prestações do Estado Social - em particular o caso das IPSS na área da saúde


(in e-pública - Revista Electrónica de Direito Público, n.º 1, Janeiro 2014);


O alargamento da jurisdição dos tribunais arbitrais

(in Gomes, Carla Amado; Neves, Ana Fernanda; e Serrão, Tiago, O anteprojecto da revisão do Código de Processo nos Tribunais Administrativos e do Estatuto dos Tribunais Administrativos e Fiscais em debate, Lisboa, AAFDL, 2014, p. 421 a 429)


- Fundações e Interesse Público , Coimbra, Almedina, 2014


O âmbito de aplicação do novo Código do Procedimento Administrativo: regressar a Ítaca

(in Gomes, Carla Amado; Neves, Ana Fernanda; e Serrão, Tiago, Comentários ao Novo Código do Procedimento Administrativo, Lisboa, AAFDL, 2015, p. 121 a 150)


Seleção de administradores designados pelo Estado em fundações privadas com participação pública

(in Vários, A designação de administradores, Lisboa, Almedina, 2015, p. 345 a 365)


Interesse público e poder judicial

in Repolês, Maria Fernanda Salcedo e, Dias, Mariz Tereza Fonseca (org.), O Direito entre a Esfera Pública e a Autonomia Privada, Volume 2, Belo Horizonte, Editora Fórum, 2015;


As vantagens da arbitragem no contexto dos meios de resolução de conflitos administrativos

in Gomes, Carla Amado / Farinho, Domingos Soares/ Pedro, Ricardo (coord.) Arbitragem e Direito Público, Lisboa, AAFDL Editora, 2015, p. 485 a 502


A sociedade comercial como empresa social - breve ensaio prospetivo a partir do direito positivo português

in Revista de Direito das Sociedades, Ano VII (2015), n.º 2, Coimbra, Almedina, p. 247-270;


Global (normative) public interest and legitimacy: A comment on Gabriel Bibeau-Picard

in e-publica Revista Eletrónica de Direito Público, n.º 6, dezembro 2015


(Un)Safe Harbour: Comentário à decisão do TJUE C-362/14 e suas consequências legais

in Forum de Proteção de Dados, n.º 02, Janeiro 2016, p. 108-124


Empresa Social, Investimento Social e Responsabilidade pelo Impacto

in Impulso Positivo, n.º 31, janeiro/fevereiro 2016, pp. 42-43


A arbitragem e a mediação nos títulos de impacto social: antecipar o futuro

in Arbitragem Administrativa, n.º 2, 2016, CAAD


Regras especiais de contratação pública: os serviços sociais e outros serviços específicos

in Maria João Estorninho e Ana Gouveia Martins (coord.), Atas da Conferência - A Revisão do Código dos Contratos Públicos, Lisboa, Instituto de Ciências Jurídico-Políticas da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, pp. 81-98.


O tratamento de dados pessoais na prossecução do interessse público e o Regulamento Geral de Proteção de Dados: uma primeira abordagem

in Martins, Ana Gouveia et al. (ed.), “IX Encontro de Professores de Direito Público”, Lisboa, Universidade Católica Editora, 2017, pp. 67-76


As políticas públicas de resolução alternativa de litígios: da alternatividade rumo à seleção apropriada

in Rodrigues, Maria de Lurdes et al. (ed.), “40 anos de políticas de justiça em Portugal”, Coimbra, Almedina, 2017, pp. 331-368





Agradecimento

O fotograma que serve de fundo a este blog foi retirado do filme "Rouge", de Krzysztof Kieslowski, de 1994.


Ao Pedro Neves, da equipa dos Blogs Sapo, um agradecimento especial pela sua disponibilidade e ajuda.